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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

o Segredo do amor que não se apaga nunca...


Hoje, uma estória...
Uma estória do tempo em que as pessoas compravam e liam livros.
Tempo em que as pessoas escreviam cartas, cartas de amor.
Mas nada mudou, apesar dos avanços, das modernidades,
que substituiram tudo isso pela Internet.
Por que?
Porque muitas pessoas ainda valorizam muito mais o exterior que o interior dos outros...
Que é justamente onde mora o encantamento.
Esquecendo que todos queremos alguém, que realmente se importe com a gente, não importando como somos, ou nossa aparência.
Sendo assim, vamos à estória.
Espero que sirva pra tuas reflexões de segunda-feira


UMA LINDA ESTÓRIA DE AMOR


John Blanchard levantou do banco,
endireitando a jaqueta de seu uniforme
e observou as pessoas fazendo seu caminho
através da Grand Central Station.

Ele procurou pela garota
cujo coração ele conhecia
mas o rosto não;

a garota com a rosa.


Seu interesse por ela
havia começado trinta meses antes,
numa livraria da Florida.

Tirando um livro da prateleira,
ele se pegou intrigado,
não com as palavras do livro,
mas com as notas feitas á lápis
nas margens.

A escrita suave
refletia uma alma profunda
e uma mente cheia de brilho.


Na frente do livro,
ele descobriu o nome
do primeiro proprietário:

Srta. Hollis Maynell.


Com tempo e esforço
ele localizou seu endereço.


Ela vivia em New York City.


Ele escreveu a ela uma carta,
apresentando-se e convidando-a
a corresponder-se com ele.

Na semana seguinte
ele embarcou num navio
para servir na II Guerra Mundial.

Durante o ano seguinte,
mês a mês eles desenvolveram
o conhecimento um do outro
através de suas cartas.

Cada carta era uma semente
caindo num coração fértil.

Um romance de companheirismo.

Blanchard pediu uma fotografia,
mas ela recusou.

Ela queria que ele realmente
se importasse com ela,
não importando como ela era,
ou sua aparência.


Quando finalmente chegou o dia
em que ele retornou da Europa,
eles marcaram seu primeiro encontro

- 7:00 da noite na Grand Central Station em New York.


"Você me reconhecerá"
ela escreveu,
pela rosa vermelha
que estarei usando na lapela",


Então, ás 7:00 ele estava na estação,
procurando por uma garota
cujo coração ele amava,
mas cuja face
ele nunca havia visto.

...
Vou deixar o Sr.Blanchard
dizer-lhe o que aconteceu:

"Uma jovem aproximou-se de mim.
Sua figura era alta e magra.

Seus cabelos loiros
caíam delicadamente
sobre os seus ombros,
seus olhos eram verdes como água.

Sua boca era pequena
e seus lábios carnudos,
e seu queixo tinha uma firmeza delicada.

Seu traje verde pálido
era como se a primavera tivesse chegado.

Eu me dirigi a ela,
inteiramente esquecido
de perceber que ela
não esta usando uma rosa.

Como eu me movi em sua direção,
um pequeno, provocativo sorriso,
curvou seus lábios.

"Indo para o mesmo lugar que eu marinheiro?"
-ela murmurou.


Quase incontrolavelmente
dei um passo pra junto dela,
e então eu vi Hollis Maynell.

Ela estava parada
quase que exatamente
atrás da garota.

Uma mulher já passada dos 50 anos,
ela tinha seus cabelos grisalhos
enrolados num coque
sob um chapéu gasto.

Ela era mais que gorduchinha,
seus pés compactos
confiavam em sapatos
de saltos baixos.

A garota de verde
seguiu seu caminho
rapidamente.

Eu me senti como se tivesse
sido dividido em dois,
tão forte era meu desejo de segui-la
e tão profundo era o desejo
por aquela mulher
cujo espirito
verdadeiramente me acompanhara
e me sustentara através
de todos as minhas atribulações.

E então ela parou.

Sua face pálida e gorducha
era delicada e sensível,
seus olhos cinzas
tinham um calor e simpatia
cintilantes.

Eu não hesitei.

Meus dedos seguraram
a pequena e gasta capa
de couro azul do livro
que a identificou para mim.

Isto podia não ser amor,
mas poderia ser algo precioso,
talvez mais que amor,
uma amizade pela qual
eu seria para sempre
cheio de gratidão.

Eu inclinei meus ombros,
cumprimentei-a
mostrando o livro para ela,
ainda pensando,
enquanto falava,
na amargura do meu desapontamento.

"Sou o Tenente John Blanchard,
e você deve ser a Srta. Maynell.

Estou muito feliz que tenha
podido me encontrar.

Posso lhe oferecer um jantar?"


O rosto da mulher
abriu-se num tolerante sorriso.

"Eu não sei o que está acontecendo",
ela respondeu,

"Aquela jovem de vestido verde
que acabou de passar
me pediu para colocar
esta rosa no casaco.

E ela disse que
se você me convidasse pra jantar,
eu deveria lhe dizer
que ela está esperando por você
no restaurante da esquina.

E ela disse que isso
era um tipo de "TESTE"!

Não pareceu difícil, pra mim,
compreender e admirar
a sabedoria da Srta. Maynell.

Porque a verdadeira natureza
do coração de uma pessoa
é vista na maneira como
ela responde
ao que não é atraente!


~~~~~~~~~~~~~~

é sobre isso,
não é moça bonita
do sorriso de luz?

Porque uma pessoa é bela,
não pela beleza dela,
mas pela beleza nossa
que se reflete nela...










o Segredo do amor que não se apaga nunca: a arte de fazer amor com a boca e os ouvidos

AS MIL E UMA NOITES

O encantamento começa com o título que,a sua beleza particular se deve ao fato de que a palavra mil é, para nós, quase sinônimo de infinito. "Falar em mil noites é falar em infinitas noites. E dizer mil e uma noites é acrescentar uma além do infinito."

As mil e uma noites são a estória de um amor - um amor que não acaba nunca. Não existe ali lugar para os versos imortais do Vinícius (tão belos que o próprio Diabo citou em sua polêmica com o Criador): "Que não seja eterno, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure..." Estas são palavras de alguém que já sente o sopro do vento que dentro em pouco apagará a vela: declaração de amor que anuncia uma despedida.

Mas é isto que quem ama não aceita. Mesmo aqueles em quem a chama se apagou sonham em ouvir de alguém, um dia, as palavras que Heine escreveu para uma mulher: "Eu te amarei eternamente e ainda depois." É preciso que a chama não se apague nunca, mesmo que a vela vá se consumindo. A arte de amar é a arte de não deixar que a chame se apague. Não se deve deixar a luz dormir. É preciso se apressar em acordá-la (Bachelard). E, coisa curiosa: a mesma chama que o vento impetuoso apaga volta a se acender pela carícia do sopro suave...

"As mil e uma noites" são uma estória da luta entre o vento impetuoso e o sopro suave. Ela revela o segredo do amor que não se apaga nunca.

Um sultão, descobrindo-se traído pela esposa a quem amava perdidamente, toma uma decisão cruel. Não podia viver sem o amor de uma mulher. Mas, também, não podia suportar a possibilidade da traição. Resolve, então, que iria se casar com as moças mais belas dos seus domínios, mas depois da primeira noite de amor, mandaria decapitá-las. Assim o amor se renovaria a cada dia em seu vigor de fogo impetuoso, sem nenhum sopro de infidelidade que pudesse apagá-lo. Espalham-se logo, pelo reino, as notícias das coisas terríveis que aconteciam no palácio real: as jovens desapareciam, logo depois da noite nupcial. Xerazade, filha do vizir, procura então o seu pai e lhe anuncia sua espantosa decisão: desejava tornar-se esposa do sultão.

O pai, desesperado, lhe revela o triste destino que a aguardava, pois ele mesmo era quem cuidava das execuções. Mas a jovem se mantém irredutível.

A forma como o texto descreve a jovem Xerazade é reveladora. Quase nada diz sobre sua beleza. Faz silêncio total sobre o seu virtuosismo erótico. Mas conta que ela lera livros de toda espécie, que havia memorizado grande quantidade de poemas e narrativas, que decorara os provérbios populares e as sentenças dos filósofos.

E Xerazade se casa com o sultão. Realizados os atos de amor físico que acontecem nas noites de núpcias, quando o fogo do amor carnal já se esgotara no corpo do esposo, quando só restava esperar o raiar do dia para que a jovem fosse sacrificada, ela começa a falar. Suas palavras penetram os ouvidos vaginais do sultão. Suavemente, como música. O ouvido é feminino, vazio que espera e acolhe, que se permite ser penetrado. A fala é masculina, algo que cresce e penetra nos vazios da alma. Segundo antiquíssima tradição, foi assim que o deus humano foi concebido: pelo sopro poético do Verbo divino, penetrando os ouvidos encantados e acolhedores de uma Virgem.

O corpo é um lugar maravilhoso de delícias. Mas Xerazade sabia que todo amor construído sobre as delícias do corpo tem vida breve. A chama se apaga tão logo o corpo tenha se esvaziado do seu fogo. O seu triste destino é ser decapitado pela madrugada: não é eterno, posto que é chama. E então, quando as chamas dos corpos já se haviam apagado, Xerazade sopra suavemente. Fala. Erotiza os vasios adormecidos do sultão. Acorda o mundo mágico da fantasia. Cada estória contém uma outra, dentro de si, infinitamente. Não há um só orgasmo que ponha fim ao desejo. E ela lhe parece bela. Tão bela. Bela como nenhuma outra. Porque uma pessoa é bela, não pela beleza dela, mas pela beleza nossa que se reflete nela...

Conta a estória que o sultão, encantado pelas estórias de Xerazade, foi adiando a execução, por mil e uma noites, eternamente e um dia a mais.
Não se trata de uma estória de amor, entre outras. É, ao contrário, a estória do nascimento e da vida do amor. O amor vive nesse sutil fio de conversação, balançando-se entre a boca e o ouvido. A Sônia Braga, ao final do documentário de celebração dos 60 anos do Tom Jobim, disse que o Tom era o homem que toda mulher gostaria de ter. E explicou: "Porque ele é masculino e feminino ao mesmo tempo..." O segredo do amor é a androgenia: somos todos, homens e mulheres, masculinos e femininos ao mesmo tempo. É preciso saber ouvir. Acolher. Deixar que o outro entre dentro da gente. Ouvir em silêncio. Sem expulsá-lo sem argumentos e contra-razões.

Nada mais fatal contra o amor que a resposta rápida. Alfange que decapita. Há pessoas muito velhas cujos ouvidos ainda são virginais: nunca foram penetrados. E é preciso saber falar. Há certas falas que são um estupro. Somente sabem falar os que sabem fazer silêncio e ouvir. E, sobretudo, os que se dedicam à difícil arte de advinhar: advinhar os mundos adormecidos que habitam os vazios do outro.

As mil e uma noites são a estória de cada um. Em cada um mora um sultão. Em cada um mora uma Xerazade. Aqueles que se dedicam à sutil e deliciosa arte de fazer amor com a boca e o ouvido (estes órgãos sexuais que nunca vi mencionados nos tratados de educação sexual...) podem ter a esperança de que as madrugadas não terminarão com o vento que apaga a vela, mas com o sopro que a faz reacender-se.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Psicologia minha Loucura!!!!!!

O psicólogo não adoece, somatiza;
O psicólogo não transa, libera libido;
O psicólogo não estuda, sublima;
O psicólogo não dá vexame, surta;
O psicólogo não esquece, abstrai;
O psicólogo não fofoca, transfere;
O psicólogo não tem idéia, tem inshigth;
O psicólogo não resolve problemas, fecha gestált;
O psicólogo não muda de interesse, altera figura-fundo;
O psicólogo não se engana, tem ato falho;
O psicólogo não fala, verbaliza;
O psicólogo não conversa, pontua;
O psicólogo não responde, devolve a pergunta;
O psicólogo não desabafa, tem catarse;
O psicólogo não é indiscreto, é espontâneo;
O psicólogo não dá palpite, oferece alternativa;
O psicólogo não fica triste, sofre angústia;
O psicólogo não acha, intui;
O psicólogo não faz frescura, regride;
O psicólogo não mente, resignifica;
O psicólogo não paquera, estabelece vínculo;
O psicólogo não é gente, é estado de espírito!!!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Desassossegados'

"Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam: saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete constante, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade.

Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.

Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam antes de concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam."
(Martha Medeiros)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Fé Faz o Herói!

O impossível
é pra quem não tem um sonho
e não crê que pela fé tudo é capaz
Inalcançável
é pra quem não tem o dom
de transformar desejos em pontes pra chegar
(Refrão)
Diga pra vida eu sou mais eu
Diga pro alvo aí vou eu
Flecha veloz nas mãos de Deus
Vá em frente o mundo é seu
Pois é a fé que faz o herói
Olha pra dentro de você
só realiza quem constrói
a gente nasce pra vencer
Imbatível
É quem faz de cada luta
um degrau pra fortalezas alcançar
Invencível
É quem nem pensa em desistir
Faz dos espinhos trampolins pra chegar lá
(Refrão)
Diga pra vida eu sou mais eu
Diga pro alvo aí vou eu
Flecha veloz nas mãos de Deus
Vá em frente o mundo é seu
Pois é a fé que faz o herói
Olha pra dentro de você
só realiza quem constrói
a gente nasce pra vencer
O pódium é sim o teu lugar
Mira no alvo então pra conquistar
O pódium é sim o teu lugar
Seja a flecha que vai a um lugar ao céu
(Refrão)
Diga pra vida eu sou mais eu
Diga pro alvo aí vou eu
Flecha veloz nas mãos de Deus
Vá em frente o mundo é seu

Conquistando o impossível*

Acredite é hora de vencer
Essa força vem
De dentro de você
Você pode
Até tocar o céu se crer...
Acredite que nenhum de nós
Já nasceu com jeito
Pra super-herói
Nossos sonhos
A gente é quem constrói...
É vencendo os limites
Escalando as fortalezas
Conquistando o impossível
Pela fé...
Campeão, vencedor
Deus dá asas, faz teu voo
Campeão, vencedor
Essa fé que te faz imbatível
Te mostra o teu valor...
Acredite que nenhum de nós
Já nasceu com jeito
Pra super-herói
Nossos sonhos
A gente é quem constrói..
É vencendo os limites
Escalando as fortalezas
Conquistando o impossível
Pela fé...
Campeão, vencedor
Deus dá asas, faz teu voo
Campeão, vencedor
Essa fé que te faz imbatível
Te mostra o teu valor...
Tantos recordes
Você pode quebrar
As barreiras
Você pode ultrapassar
E vencer...
Campeão, vencedor
Deus dá asas, faz teu voo
Campeão, vencedor
Essa fé que te faz imbatível
Te mostra o teu valor...(2x)

sábado, 1 de janeiro de 2011

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Valorizando a Vida


Se hoje você pudesse fazer um único pedido, o que você faria? Se um gênio da lâmpada lhe aparecesse como por milagre, o que você pediria?
Muitos, nessa fantasia, imaginam pedir largas somas em dinheiro. Outros, a passar temporadas infindas de férias em algum lugar paradisíaco. Outros mais desejariam largos períodos de tempo para satisfazer sensações e paixões.
Porém, se perguntássemos para um tetraplégico qual seria seu maior desejo ou para um cego, o que responderiam? Para o portador de uma doença incurável, qual seria seu pedido?
A resposta parece clara, em qualquer desses casos. Eles desejariam milagres de que nós, que não estamos nessas situações, somos portadores.
Por vezes desejamos coisas sem sentido ou infantilidades, esquecendo que somos presenteados com milagres da vida todos os dias.
Desejamos ter olhos mais expressivos, ou de outra cor, outro formato... E alguns apenas desejariam enxergar.
Desejamos ter um corpo mais magro, mais atlético, um corpo de formas mais harmoniosas. E alguns... apenas um corpo com saúde.
Tantos reclamam desejando serem mais altos, terem pernas mais proporcionais. Outros reclamam dos pés que julgam feios. E alguns... apenas desejariam andar.
São tantos a reclamar da voz estridente de alguém, do barulho da rua, do choro da criança que mora ao lado. E alguns... apenas desejariam escutar.
Diariamente o milagre da vida e suas riquezas oferecem-nos presentes, pois nos dão a oportunidade de presenciar e vivenciar a grandiosidade das coisas de Deus.
São inúmeros os milagres que nos sucedem e que poucas vezes nos damos conta. Afinal, qual foi a última vez que lembramos de agradecer a Deus pela saúde?
Quando nos lembramos de agradecer ao Pai pela família, pelos amigos, por termos a quem amar e por sermos amados?


Qual foi a última vez que agradecemos pelo corpo que dispomos, pelas condições em que vivemos, pelas oportunidades que a vida nos oferece?
Sempre que formos imaginar a necessidade de um grande gênio da lâmpada a surgir na nossa frente a fim de fazer algum milagre que desejamos, é necessário lembrar que estamos cercados de milagres da vida.
Um dia, nosso corpo se iniciou com apenas uma célula, e hoje são trilhões delas a nos oferecer a imensa oportunidade da experiência terrena, do aprendizado, do ressarcimento de nossas economias morais perante a Lei de Deus.
Isso já é suficiente para termos o coração pleno de gratidão.
E, se por acaso, um dia, um gênio da lâmpada nos perguntar qual o nosso pedido, que possamos ter a alegria de responder que nada temos a pedir, somente a agradecer, frente a tudo que a vida nos ofereceu até o dia de hoje.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Poema do Encontro (Moreno) Psicodrama

Mais importante que a ciência , é o que ela produz
Uma resposta provoca uma centena de perguntas

Mais importante do que a poesia ,é o que ela produz
Um poema invoca uma centena de atos heróicos

Mais importante do que o reconhecimento , é o que ele produz dor e culpa

Mais importante do que a procriação é a criança
Mais importante do que a evolução da criança
é a evolução do criador

Em lugar dos passos imperiais , o imperador
Em lugar dos passos criativos , o criador
Um encontro de dois :olhos nos olhos , face a face
e quando voce estiver perto arrancarei seus olhos
e os colocarei no lugar dos meus ;
arrancarei meus olhos
e os colocarei no lugar dos seus ;
então verei voce com seus olhos
e voce me verá com meus olhos.

Então até a coisa mais comum servirá ao silencio e
nosso encontro permanecerá meta sem cadeias
Um lugar indeterminado , num tempo indeterminado
Uma palavra indeterminada para um homem indeterminado.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

EFÊMERO.

Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.
Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.
Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos.
Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos.
Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença!
E o tempo passa...
Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.
Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: e agora?!
Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.  
Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso. 
Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos. 
Olhe para frente!
Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós. 
Pense!... Se você está lendo esta mensagem é porque ainda tem tempo!!!
Não o perca mais!...
Que Deus te abençoe!