quinta-feira, 31 de março de 2011
Janela Suja
Havia uma mulher que adorava cuidar da vida dos outros e chamava seu marido pra ver os lençóis do varal da vizinha... olha lá querido como estão sujos encardidos... nossa ela nem lava direito... o marido ficava em silencio... no outro dia a mesma coisa... falava mal dos lençóis da vizinha e das roupas brancas... Um dia ela olhou e até esfregou os olhos e não acreditou no que via... comentou... milagre, a vizinha enfim aprendeu a lavar as suas roupas... o marido respirou fundo e disse... nada disso sua fofoqueira é que eu limpei A janela aqui de casa que estavam super sujas...E você??? Como estão as suas janelas???"
quarta-feira, 30 de março de 2011
Eu pedi a Deus...
Eu pedi força...
Deus me deu dificuldades para me fazer forte.
Eu pedi sabedoria...
Deus me deu problemas para resolver.
Eu pedi prosperidade...
Deus me deu cérebro e músculos para trabalhar.
Eu pedi coragem...
Deus me deu perigos para superar.
Eu pedi amor...
Deus me deu pessoas com problemas para ajudar.
Eu pedi favores...
Deus me deu oportunidades.
Eu não recebi nada do que pedi...
Mas eu recebi tudo de que precisava.
Deus me deu dificuldades para me fazer forte.
Deus me deu problemas para resolver.
Eu pedi prosperidade...
Eu pedi coragem...
Deus me deu perigos para superar.
Deus me deu pessoas com problemas para ajudar.
Eu pedi favores...
Eu não recebi nada do que pedi...
Mas eu recebi tudo de que precisava.
terça-feira, 29 de março de 2011
Todo mundo, alguém, qualquer um e ninguém
Esta é uma história de quatro pessoas: TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM.
Havia um trabalho importante a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria.
QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fêz.
ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO.
TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.
Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.
Havia um trabalho importante a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria.
QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fêz.
ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO.
TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.
Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.
domingo, 27 de março de 2011
Impossível...
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei,
é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei,
é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
the impossible dream (Elvis)
Sonhar, o sonho impossível,
Lutar, contra o inimigo invencível
Ir, onde até mesmo o bravo não ousa
Tentar, mesmo com os braços exaustos
Alcançar, a estrela inalcançável
Essa é minha busca
Perseguir a estrela
Não importa o quão impossível,
Não importa o quão distante,
Lutar pelo certo,
Sem perguntar ou parar,
Estar disposto a marchar até o inferno
Por uma causa maior
E sei, que se me mantiver leal
A essa busca
Que meu coração estará em paz
Quando finalmente descansar
E o mundo, será melhor por isso
Já que um homem, coberto por feridas e cicatrizes
Ainda luta, com seu último resquício de coragem,
Pra alcançar a estrela inalcançável.
Sonhar, o sonho impossível,
Lutar, contra o inimigo invencível
Ir, onde até mesmo o bravo não ousa
Tentar, mesmo com os braços exaustos
Alcançar, a estrela inalcançável
Essa é minha busca
Perseguir a estrela
Não importa o quão impossível,
Não importa o quão distante,
Lutar pelo certo,
Sem perguntar ou parar,
Estar disposto a marchar até o inferno
Por uma causa maior
E sei, que se me mantiver leal
A essa busca
Que meu coração estará em paz
Quando finalmente descansar
E o mundo, será melhor por isso
Já que um homem, coberto por feridas e cicatrizes
Ainda luta, com seu último resquício de coragem,
Pra alcançar a estrela inalcançável.
sábado, 26 de março de 2011
Fala: JANELA DA ALMA
Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital.
Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo.
Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias. E toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela. O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro.
Ele dizia que da janela dava pra ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuiam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem, e uma fina linha podia ser vista no ceu da cidade.
Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca.
Dias e semanas passaram-se. Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morrera pacificamente durante o seu sono à noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora.
Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu à enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável deixou-o sozinho no quarto.
Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu fazê-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou à enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava pra ver um muro branco?
A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse.
Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas histórias.
Moral da história: há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independente de nossa situação atual. Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas felicidade quando compartilhada é ter o dobro de felicidade. Se você quer se sentir rico, apenas conte todas as coisas que você tem e que o dinheiro não pode comprar.
Hoje é um presente e é por isso que é chamado assim.
Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo.
Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias. E toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela. O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro.
Ele dizia que da janela dava pra ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuiam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem, e uma fina linha podia ser vista no ceu da cidade.
Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca.
Dias e semanas passaram-se. Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morrera pacificamente durante o seu sono à noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora.
Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu à enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável deixou-o sozinho no quarto.
Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu fazê-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou à enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava pra ver um muro branco?
A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse.
Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas histórias.
Moral da história: há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independente de nossa situação atual. Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas felicidade quando compartilhada é ter o dobro de felicidade. Se você quer se sentir rico, apenas conte todas as coisas que você tem e que o dinheiro não pode comprar.
Hoje é um presente e é por isso que é chamado assim.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Vai Vai Vai Vai
Você sabe o que é Pompoarismo?
I. Vagina: o grande 'perigo'
Sendo os órgãos sexuais masculinos e femininos tão diferentes entre si, tornam-se de alguma forma misteriosos para o sexo oposto. Embora na mulher possa existir algum temor pelo pênis do homem, nada se compara ao medo que os homens sentem da vagina. É um perigo ameaçador porque não é visível e porque suas propriedades são estranhas.
Nos mitos, ela é representada como uma força devoradora e insaciável, uma caverna com dentes que pode cortar o pênis do homem e fazer coisas inesperadas. Sempre acreditei que tudo não passava de idéias sem sentido, criadas apenas pelo temor que os homens tinham de um dia as mulheres reagirem à opressão. Até que tomei conhecimento do que é capaz a vagina de uma pompoarista.
II. O que é pompoarismo
Orgasmos múltiplos da mulher, orgasmo vaginal, ponto G, ejaculação feminina, orgasmo combinado (ponto G e clitóris ao mesmo tempo), orgasmo múltiplo do homem, orgasmo masculino sem ejaculação, orgasmo na próstata. Quanta coisa para se aprender! Mas existe algo de que a vagina é capaz e pouca gente sabe. Ela pode pompoar.
O pompoarismo é uma prática comum na Tailândia, e vários filmes e documentários mostram pompoaristas em atividade em várias partes do mundo. No documentário chinês Os últimos tabus, uma mulher aparece fumando pela vagina, no filme japonês O império dos sentidos, a mulher introduz um ovo cozido, que depois é expelido e comido, e no filme australiano Priscilla- a rainha do deserto, bolas de pingue-pongue são disparadas pela vagina.
O dicionário Michaelis explica o que é pompoar: contração voluntária dos músculos circunvaginais, a fim de induzir sensações eróticas no pênis, durante o ato sexual. Tal prática prolonga e intensifica o prazer sexual. Quanto a isso, parece não haver dúvida. Pelos relatos de quem viveu essa experiência, uma pompoarista tem vários orgasmos intensos e leva seu parceiro, por meio da massagem que sua vagina faz no pênis, a obter sensações de prazer indescritíveis.
III. Os músculos que intensificam o prazer
Há muito tempo que os sexólogos têm conhecimento da importância do fortalecimento dos músculos vaginais e suas contrações para o orgasmo feminino e para o prazer do homem. Mas como tudo relacionado ao sexo só começou a ser falado recentemente, é compreensível essa desinformação.
O músculo PC (pubococcígeo) é na verdade um conjunto de músculos que se estendem desde o osso púbico ao cóccix. No homem ele é responsável pela contração que impede que a ejaculação ocorra, evitando a expulsão do sêmen. Portanto, o orgasmo múltiplo masculino depende do fortalecimento desse músculo. Na mulher ele induz às reações rítmicas, que estão associadas ao orgasmo.
Como acontece com a maioria dos músculos que não são bem usados, a tendência é se tornarem flácidos, fracos. Existem exercícios elaborados para que esse músculo possa ser exercitado como qualquer outro.
Um músculo PC bem desenvolvido vai possibilitar ao homem ereções mais longas e maior controle da ejaculação. Na mulher, um maior prazer com a penetração vaginal, pelo aumento da sensibilidade aos estímulos físicos.
Em contrapartida, uma extrema tensão do músculo PC ocasiona nas mulheres a disfunção conhecida como vaginismo, quando a penetração do pênis se torna extremamente difícil e dolorosa.
IV. Aprendendo a ser pompoarista
Tornar-se uma pompoarista não é tão simples. É necessário treinamento. Existem professores que pompoarizam - preparam a mulher para a prática eficiente do pompoar -, com aulas práticas e demonstrações. No jornalzinho do Clube das Pompoaristas, as associadas são exortadas a ensinar as técnicas às filhas e a outras mulheres, com o lema: "Pompoar, quem sabe fazer, sabe ensinar".
Isso é feito de várias maneiras. Uma delas é usando pepinos; as mulheres aprendem, após algum tempo, a sugá-los com a vagina e depois arremessá-los a distância num único movimento O Jornal das Pompoaristas recomenda ter ao lado uma fita métrica para registrar o fortalecimento diário dos músculos circunvaginais. Outro exercício é ficar de pé, com as pernas abertas diante do espelho, e fazer o pepino sair e entrar novamente, várias vezes seguidas, apenas utilizando esses músculos.
De qualquer modo, ao tomar conhecimento do que faz uma pompoarista, fica mais fácil entender por que os homens se sentiam tão intimidados diante da sexualidade feminina. Quem sabe, agora, quando diminui a guerra entre os sexos, e homens e mulheres caminham para uma sociedade de maior parceria, novos prazeres também possam ser compartilhados?
V. A arte de pompoar
O texto a seguir foi retirado da apostila Curso de Pompoarismo do Prof. Rahal. Para saber como ter acesso aos exercícios ensinados no curso visite o site www.pompoar.com.br ou escreva para info@pompoar.com.br
A palavra pompoar é originária do tamil (ou tâmul), idioma do Sri Lanka e sul da Índia, e significa o comando mental sobre o músculo pucoccígeo, os músculos circunvaginais e os grandes lábios da vulva.
Pompoarismo é a prática do pompoar, uma técnica milenar que consiste em movimentar voluntariamente a musculatura vaginal. Para isso a pompoarista deve ter a musculatura vaginal bem desenvolvida e trabalhada, o que pode ser conseguido por qualquer mulher sadia, com exercícios específicos.
Anatomia da vagina
A vagina é um orifício virtual, com profundidade de 8 a 15cm, normalmente fechado, abrindo-se quando a mulher se excita, possibilitando assim a penetração do pênis.
Esse movimento de abertura e de oclusão é efetuado pela musculatura circunvaginal, que é formada por um feixe de anéis que vão desde a sua entrada até o seu interior, sendo que estes anéis podem ser movimentados em conjunto ou separadamente. Os movimentos podem ser mais fortes e mais rápidos na medida em que a mulher se exercitar mais intensamente.
Na grande maioria das mulheres adultas esta musculatura encontra-se atrofiada pela falta de utilização. A pompoarista, por ter a sua musculatura vaginal bem desenvolvida e trabalhada, através de movimentos específicos onde a força e a velocidades utilizada de forma adequada ajuda o homem a manter seu pênis ereto, retardando a ejaculação durante o ato sexual.
Movimentos básicos
Existem oito movimentos básicos que o pompoarista pode realizar durante o ato sexual
Chupitar: sugar o pênis, movimentando a vagina como se fosse a boca de uma criança chupando uma chupeta.
Estrangular: apertar o pescoço da glande com o anel que estiver melhor posicionado.
Expelir: forçar a expulsão do pênis até que só a glande continue introduzida.
Ordenhar: massagear o pênis do parceiro, apertando do primeiro até o último anel, de forma cadenciada, e depois soltando.
Revirginar: consiste em fechar os lábios e o primeiro anel vaginal dificultando a entrada do pênis. Este movimento simula uma vagina virgem.
Sugar: o parceiro deve introduzir somente a glande do pênis na vagina, a mulher deve fazer um movimento de sucção forçando a entrada, por completo, do pênis.
Torcer: movimentar o pênis do parceiro, apertando todos os anéis e girando, em movimento de rotação, ora para a direita e ora para a esquerda.
Travar: contrair fortemente a vagina, impedindo a saída do pênis.
Estes movimentos podem ser executados com força e velocidade adequadas para cada casal, podem ser repetidos, alternados ou conjugados, conforme a preferência do casal, sempre com o objetivo de aumentar o prazer sexual.
O movimento de estrangulamento, quando empregado corretamente, também serve para auxiliar a retardar a ejaculação e deve ser utilizado por mulheres que têm parceiros com ejaculação precoce.
A combinação aleatória desses movimentos vai gerar uma gama enorme de seqüências que podem proporcionar grande prazer sexual, levando ambos os parceiros a orgasmos múltiplos.
Para saber se você realmente se tornou uma pompoarista, existem dois testes:
1 - Fique em pé, introduza a ponta do vibrador na vagina, sugue-o e depois faça-o sair segurando-o pela ponta, sem deixar cair no chão.
2 - Mantenha uma relação sexual movimentando somente a musculatura vaginal, até que ambos cheguem ao orgasmo. Os corpos não podem se movimentar e se a mulher estiver por cima fica mais fácil.
Quando conseguir executar esses dois testes, você será uma pompoarista e poderá colocar o Pp. na frente do seu nome.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Deus criou tudo?
Alemanha – Inicio do século 20
Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?"
Um aluno respondeu com grande certeza:
-Sim, Ele criou!
-Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.
-Sim senhor, respondeu o jovem.
O professor indagou:
-Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.
Outro estudante levantou a mão e disse:
-Posso fazer uma pergunta, professor?
-Lógico, foi a resposta do professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
-Professor, o frio existe?
-Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?
Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?"
Um aluno respondeu com grande certeza:
-Sim, Ele criou!
-Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.
-Sim senhor, respondeu o jovem.
O professor indagou:
-Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.
Outro estudante levantou a mão e disse:
-Posso fazer uma pergunta, professor?
-Lógico, foi a resposta do professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
-Professor, o frio existe?
-Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?
Com uma certa imponência rapaz respondeu:
-De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.
-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu temendo a continuação do estudante: Existe!
O estudante respondeu:
-Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!
Continuou:
-Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
-Senhor, o mal existe?
Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, professor respondeu:
-Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!
-De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.
-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu temendo a continuação do estudante: Existe!
O estudante respondeu:
-Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!
Continuou:
-Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
-Senhor, o mal existe?
Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, professor respondeu:
-Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!
Com um sorriso no rosto o estudante respondeu:
-O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.
Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça
permanecendo calado… Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?
E ele respondeu:
ALBERT EINSTEIN, senhor!
-O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.
Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça
permanecendo calado… Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?
E ele respondeu:
ALBERT EINSTEIN, senhor!
quarta-feira, 23 de março de 2011
A arte de ouvir
De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, do viver juntos e da cidadania é a audição. Disse o escritor sagrado: “No princípio era o Verbo”. Eu acrescento: “Antes do Verbo era o silêncio.” É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim. Para ouvir as vozes do silêncio. Veja esse poema de Fernando Pessoa, dirigido a um poeta: “Cessa o teu canto! Cessa, que, enquanto o ouvi, ouvia uma outra voz como que vindo nos interstícios do brando encanto com que o teu canto vinha até nós. Ouvi-te e ouvia-a no mesmo tempo e diferentes, juntas a cantar. E a melodia que não havia se agora a lembro, faz-me chorar...” A magia do poema não está nas palavras do poeta. Está nos interstícios silenciosos que há entre as suas palavras. É nesse silêncio que se ouve a melodia que não havia. Aí a magia acontece: a melodia me faz chorar.
Não nos sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa para por não haver o que dizer tratamos logo de falar qualquer coisa, para por um fim no silêncio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, nós dois, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o chão? Nada temos a falar. Esse silêncio, é como se fosse uma ofensa. Aí falamos sobre o tempo. Mas nós dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.
Os orientais entendem melhor do que nós. Se não me engano o nome do filme é “Aconteceu em Tóquio”. Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras. A filosofia ocidental é obcecada pela questão do Ser. A filosofia oriental, pela questão do Vazio, do Nada. É no Vazio da jarra que se colocam flores.
O aprendizado do ouvir não se encontra em nossos currículos. A prática educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. A menininha, Andréa, voltava do seu primeiro dia na creche. “Como é a professora?”, sua mãe lhe perguntou. Ao que ela respondeu: “Ela grita...” Não bastava que a professora falasse. Ela gritava. Não me lembro de que minha primeira professora, Da. Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esganiçados que vinham da sala ao lado. Um único grito enche o espaço de medo. Na escola a violência começa com estupros verbais.
Milan Kundera conta a estória de Tamina, uma garçonete. “Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo? Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra: ‘é exatamente como eu, eu...’ e começa a falar de si até que a primeira consiga por sua vez cortar: ‘é exatamente como eu, eu...’Essa frase ‘é exatamente como eu...’ parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar à força o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro...”
Será que era isso que acontecia na escola tradicional? O professor se apossando do ouvido do aluno ( pois não é essa a sua missão?), penetrando-o com a sua fala fálica e estuprando-o com a força da autoridade e a ameaça de castigos, sem se dar conta de que no ouvido silencioso do aluno há uma melodia que se toca. Talvez seja essa a razão porque há tantos cursos de oratória, procurados por políticos e executivos, mas não haja cursos de escutatória. Todo mundo quer falar. Ninguém quer ouvir.
Todo mundo quer ser escutado. (Como não há quem os escute, os adultos procuram um psicanalista, profissional pago do escutar.) Toda criança também quer ser escutada. Encontrei, na revista pedagógica italiana “Cem Mondialità” a sugestão de que, antes de se iniciarem as atividades de ensino e aprendizagem, os professores se dedicassem por semanas, talvez meses, a simplesmente ouvir as crianças. No silêncio das crianças há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência. A inteligência é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar as crianças para que a sua inteligência desabroche.
Sugiro então aos professores que, ao lado da sua justa preocupação com o falar claro, tenham também uma justa preocupação com o escutar claro. Amamos não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A escuta bonita é um bom colo para uma criança se assentar...
Não nos sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa para por não haver o que dizer tratamos logo de falar qualquer coisa, para por um fim no silêncio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, nós dois, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o chão? Nada temos a falar. Esse silêncio, é como se fosse uma ofensa. Aí falamos sobre o tempo. Mas nós dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.
Os orientais entendem melhor do que nós. Se não me engano o nome do filme é “Aconteceu em Tóquio”. Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras. A filosofia ocidental é obcecada pela questão do Ser. A filosofia oriental, pela questão do Vazio, do Nada. É no Vazio da jarra que se colocam flores.
O aprendizado do ouvir não se encontra em nossos currículos. A prática educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. A menininha, Andréa, voltava do seu primeiro dia na creche. “Como é a professora?”, sua mãe lhe perguntou. Ao que ela respondeu: “Ela grita...” Não bastava que a professora falasse. Ela gritava. Não me lembro de que minha primeira professora, Da. Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esganiçados que vinham da sala ao lado. Um único grito enche o espaço de medo. Na escola a violência começa com estupros verbais.
Milan Kundera conta a estória de Tamina, uma garçonete. “Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo? Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra: ‘é exatamente como eu, eu...’ e começa a falar de si até que a primeira consiga por sua vez cortar: ‘é exatamente como eu, eu...’Essa frase ‘é exatamente como eu...’ parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar à força o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro...”
Será que era isso que acontecia na escola tradicional? O professor se apossando do ouvido do aluno ( pois não é essa a sua missão?), penetrando-o com a sua fala fálica e estuprando-o com a força da autoridade e a ameaça de castigos, sem se dar conta de que no ouvido silencioso do aluno há uma melodia que se toca. Talvez seja essa a razão porque há tantos cursos de oratória, procurados por políticos e executivos, mas não haja cursos de escutatória. Todo mundo quer falar. Ninguém quer ouvir.
Todo mundo quer ser escutado. (Como não há quem os escute, os adultos procuram um psicanalista, profissional pago do escutar.) Toda criança também quer ser escutada. Encontrei, na revista pedagógica italiana “Cem Mondialità” a sugestão de que, antes de se iniciarem as atividades de ensino e aprendizagem, os professores se dedicassem por semanas, talvez meses, a simplesmente ouvir as crianças. No silêncio das crianças há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência. A inteligência é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar as crianças para que a sua inteligência desabroche.
Sugiro então aos professores que, ao lado da sua justa preocupação com o falar claro, tenham também uma justa preocupação com o escutar claro. Amamos não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A escuta bonita é um bom colo para uma criança se assentar...
terça-feira, 22 de março de 2011
A complicada arte de ver
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria!
Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.
De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver”.
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado.
Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”.
Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem.
“Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.
Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”.
Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.
A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas – e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre.
Os olhos não gozam… Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.
Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: “A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas”.
Por isso – porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver – eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar “olhos vagabundos”…
Rubem Alves – Educador e escritor.
Texto originalmente publicado no caderno “Sinapse”, jornal “Folha de S. Paulo”, em 26/10/2004.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Quanto tempo você aguentaria?
Parábola do sapo fervido
Vários estudos biológicos provaram que um sapo colocado num recipiente, com a mesma água de sua lagoa, fica estático durante todo o tempo em
que se aquece à a água, até que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento da temperatura ( mudanças de ambiente), e morre quando a água ferve inchado e feliz. Por outro lado outro sapo que seja jogado neste recipiente já com água fervendo salta imediatamente para fora. Meio chamuscado, porém vivo!
que se aquece à a água, até que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento da temperatura ( mudanças de ambiente), e morre quando a água ferve inchado e feliz. Por outro lado outro sapo que seja jogado neste recipiente já com água fervendo salta imediatamente para fora. Meio chamuscado, porém vivo!
Algumas pessoas tem um comportamento similar ao do Sapo Fervido.
Não percebem as mudanças, acham que está tudo bem, que tudo passa, que'é só dar um tempo, e quebram, ou fazem um grande estrago em suas empresas, "morrendo"sem ter percebido as mudanças. Outros, vendo as transformações, pulam, saltam, em ações que representam as mudanças necessárias.
Não percebem as mudanças, acham que está tudo bem, que tudo passa, que'é só dar um tempo, e quebram, ou fazem um grande estrago em suas empresas, "morrendo"sem ter percebido as mudanças. Outros, vendo as transformações, pulam, saltam, em ações que representam as mudanças necessárias.
Vários Sapos Fervidos estão por ai, prestes a morrer, porém boiando
estáveis na água que se aquece a cada minuto. Sapos Fervidos que
não percebem que o conceito de administrar mudou.
estáveis na água que se aquece a cada minuto. Sapos Fervidos que
não percebem que o conceito de administrar mudou.
Os Sapos Fervidos não perceberam, também:
a) que além de serem eficientes ( Fazer certo as coisas). precisam ser eficazes ( Fazer as coisas certas)
b) Que o clima deve ser favorável ao crescimento profissional com espaço para o diálogo, para a comunicação clara, para o compartilhamento, para o planejamento e para uma relação adulta.
O desafio ainda maior está na humildade de atuar de forma coletiva.
Durante anos cultivamos o individualismo e a mudança exige como
resposta o esforço coletivo, a essência da eficácia.
Tornar as ações coletivas exige muita competência interpessoal para o desenvolvimento do espírito de equipe, exige saber partilhar o poder,
delegar, acreditar no potencial das pessoas e saber ouvir.
a) que além de serem eficientes ( Fazer certo as coisas). precisam ser eficazes ( Fazer as coisas certas)
b) Que o clima deve ser favorável ao crescimento profissional com espaço para o diálogo, para a comunicação clara, para o compartilhamento, para o planejamento e para uma relação adulta.
O desafio ainda maior está na humildade de atuar de forma coletiva.
Durante anos cultivamos o individualismo e a mudança exige como
resposta o esforço coletivo, a essência da eficácia.
Tornar as ações coletivas exige muita competência interpessoal para o desenvolvimento do espírito de equipe, exige saber partilhar o poder,
delegar, acreditar no potencial das pessoas e saber ouvir.
Os Sapos Fervidos, que ainda acreditam que o fundamental é a obediência
e não a competência, que manda quem pode e obedece quem tem juízo, "boiarão" no mundo da produtividade, da qualidade e do livre mercado,
e não sobreviverão.
e não a competência, que manda quem pode e obedece quem tem juízo, "boiarão" no mundo da produtividade, da qualidade e do livre mercado,
e não sobreviverão.
Acordem Sapos Fervidos... saiam dessa, o mundo mudou, pulem fora entes que a água ferva. O Brasil e a nova ordem econômica precisam de vocês vivos, meio chamuscados, mas vivos e prontos para agir, agora.
domingo, 20 de março de 2011
PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO...
COMUNICAÇÃO INTERNA
De: Diretor
Para: Gerente
Na próxima sexta-feita, aproximadamente às 17:00h, o Cometa Halley estará nesta área.Trata-se de um evento que ocorre a cada 78 anos. Assim, por favor, reúnam os funcionários usando capacetes de segurança, no pátio da fabrica, quando explicarei o fenômeno a eles. Se estiver chovendo não poderemos ver o raro espetáculo a olho nú. Sendo assim, todos deverão dirigir-se ao refeitório, onde será exibido um filme documentário sobre o Cometa Halley.
COMUNICAÇÃO INTERNA
De: Gerente
Para: Supervisor
Por ordem do Diretor Presidente, na sexta-feira, às 17:00h, o Cometa Halley vai aparecer sobre a fábrica, se chover. Por favor, reúna os funcionários, todos de capacete de segurança e os encaminhe ao refeitório, onde o raro fenômeno terá lugar, o que somente acontece a cada 78 anos.
COMUNICAÇÃO INTERNA
De: Supervisor
Para: Chefe de Produção
A convite de nosso Diretor, o Cientísta Dr. Halley, 78 anos, vai aparecer nú no refeitório da fábrica, usando capacete, pois vai ser apresentado um filme sobre o problema da chuva na segurança. O Diretor levará a demonstração para o pátio da fábrica.
COMUNICAÇÃO INTERNA
De: Chefe de Produção
Para: Mestre
Na próxima sexta-feira, às 17:00hs, o Diretor, pela primeira vez em 78 anos, vai aparecer nú no refeitório da fábrica para filmar o Halley, o famoso cientista e sua equipe. Todo mundo deve estar de capacete, pois vai ser apresentado um show sobre a segurança na chuva. O Diretor levará a banda para o pátio da fábrica.
COMUNICAÇÃO INTERNA
De: Mestre
Para: Funcionário
Todo mundo nú, sem exceção, deve estar com segurança no pátio da fábrica, na próxima sexta-feira, às 17:00hs, pois o manda chuva (O Diretor) e o senhor Halley, guitarrista famoso, estará lá para
mostrar o raro filme "Dançando na Chuva". Caso comece a chover mesmo, é para ir para o refeitório de capacete na mesmo hora. O show será lá, o que ocorre a cada 78 anos.
AVISO AOS FUNCIONÁRIOS
"Na sexta-feira o chefe da Diretoria vai fazer 78 anos, e liberou geral para a festa, às 17:00h, no refeitório. Vai estar lá, pago pelo manda chuva (O Diretor), "Bill Halley e seus cometas". Todo mundo deve estar nú, de capacete, porque a banda é muito louca e o rock vai rolar solto até no pátio, mesmo com chuva".
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